Ele inventou um personagem, e, por mais que repetisse não precisar ser outra pessoa, o fazia em seus escritos. Foi assim que eu o conheci, com faces misteriosas, às vezes sério, noutras feliz, mas, em todas aquelas máscaras, eu tinha certeza de que ele me conhecia além do permitido. Mas que raios de homem é você?
Sigo em frente como se essa questão não importasse para que eu fique em paz. Mas importa, importa tanto ao ponto de eu me pegar pensando no assunto. Nesse jogo, quem é que sabe mais? Ou será que nesse blefe, por sorte, ele acaba acertando? Talvez o tal mágico sem cartola seja apenas mais uma máscara, que fora treinado para adivinhar mentes, quase por instinto.
Ele chega de mansinho, olha pra mim de um jeito... Bebo mais um copo, respiro lentamente. Esqueço todas as indagações e me entrego num beijo quente.
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